Em levantamento de 104 anos, pesquisadora analisa transformações das festas populares
Por Luana Ribeiro / Guilherme Ferreira
A pesquisadora e jornalista Cleidiana Ramos fez um levantamento centenário para estudar uma das principais marcas de Salvador. Com base em reportagens de jornais datadas de até 104 anos, ela elaborou um trabalho de análise de 13 festas populares da capital baiana. Em entrevista ao Bahia Notícias, Cleidiana comentou sobre as transformações que os festejos tiveram ao longo de todo esse tempo, traçando inclusive a tão comentada relação entre sagrado e profano. "Na verdade, essa separação não existe, é uma coisa híbrida. Até o nome que a gente usa: 'festa de largo', por que é uma festa que vaza da igreja para o entorno", explicou. A pesquisadora apontou ainda que enquanto algumas festas ganharam destaque ao longo do tempo, outras perderam força e atualmente quase não são mais conhecidas. Além disso, Cleidiana chega à conclusão de que realmente o ano de Salvador acaba demorando mais que o normal para começar. "O que a gente percebe é exatamente isso: essas festas, na sua relação com a cidade, do ponto de vista do cronograma, elas impõem seus calendários. A gente, por exemplo, só vai começar nosso 2018 na quinta-feira depois do Carnaval. Até então a gente tem esse sentimento que está tudo mais ou menos ainda se acomodando, não é nossa rotina acontecendo", disse ao Bahia Notícias. Clique aqui e confira a entrevista completa.
