Parentes tentam provar inocência de baianos presos por tráfico em Cabo Verde
Rodrigo Dantas | Foto: Reprodução / TV Globo

Os familiares de dois baianos presos em Cabo Verde, na África, tentam provar que eles foram vítimas de uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Eles foram detidos em agosto, depois que a polícia encontrou mais de uma tonelada de cocaína na embarcação que eles pretendiam levar para uma ilha em Portugal. Segundo informações do G1, a cilada teve início quando Rodrigo Dantas, de 25 anos, viu um anúncio de emprego para atravessar o Oceano Atlântico e entregar um veleiro na Ilha de Açores, em Portugal. O anúncio em questão buscava velejadores para integrar a tripulação do barco, que tinha sido reformado em um estaleiro em Salvador. Assim, Dantas e Daniel Guerra foram contratados pela empresa Yatch Delivery Company, junto com o gaúcho Daniel Dantas. Antes de sair do Brasil, o veleiro passou por inspeções da Polícia Federal em Salvador e em Natal, sendo liberado sem que nenhuma irregularidade fosse encontrada. No entanto, ao chegar na Ilha de Mindelo, em Cabo Verde, a inspeção encontrou uma tonelada de cocaína escondida em um piso de concreto e cimento do veleiro. Com isso, Dantas ficou durante quatro meses em liberdade condicional, mas, na última semana, ele e os outros dois velejadores foram presos novamente. Ao G1, o pai do velejador relatou que nesses quatro meses, ele vinha se apresentando regularmente para assinatura na polícia judiciária. "Impossível fazer uma obra daquele porte para colocar 1.100kg de cocaína em um barco, depois de Rodrigo fazer o acesso ao barco. Impossível", defendeu. De acordo com os familiares dos rapazes, o proprietário do barco é um inglês conhecido como George Fox, que só foi apresentado à tripulação na véspera da viagem, e está sendo procurado pela Interpol.

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