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Preso no caso do bunker, Ferraz é membro da comissão de ética do PMDB-BA

Por Bruno Luiz

Preso no caso do bunker, Ferraz é membro da comissão de ética do PMDB-BA
Foto: Divulgação/ Secom

Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelo caso do bunker do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), o ex-diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, ainda continua com funções ativas no PMDB da Bahia. Com participação confessa no crime de captação ilícita de recursos para campanha, Ferraz é membro efetivo da comissão de ética do partido (clique aqui para ver a certidão que atesta que ele integra o grupo). O colegiado é responsável por analisar casos de violação ao código de ética da sigla, com poder de determinar sanções contra os infringentes. No âmbito nacional, por exemplo, a senadora Kátia Abreu foi expulsa da legenda por críticas públicas à agremiação, após decisão do comitê de ética partidário.  Em depoimento à Polícia Federal, Ferraz afirmou que os R$ 51 milhões encontrados no bunker de Geddel, localizado em um apartamento em Salvador, seriam usados para financiar campanhas de candidatos do PMDB nas eleições de 2012.  No entanto, o ex-ministro acabou ficando com o dinheiro para si mesmo. A continuidade de Ferraz no partido, em uma função que busca zelar pela manutenção da ética na agremiação, mesmo envolvido em um escândalo como esse, parece ter se tornado regra entre os peemedebistas para casos de corrupção. Geddel e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, ainda estão na sigla, apesar de aparecerem na linha de frente do caso do bunker. Vale lembrar que, até a explosão do episódio que levou o ex-ministro à cadeia, os dois eram os principais caciques do PMDB na Bahia.