Empresa informa aos EUA possível pagamento de propina em aeroporto de Brasília
Responsável pelo controle do aeroporto de Brasília, a empresa argentina Corporación América identificou em sua contabilidade um possível pagamento de R$ 250 mil em propina, feito em 2014. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a informação foi repassada em comunicado ao mercado americano. No ano do pagamento, a operadora tinha como sócia no empreendimento a empreiteira Engevix, investigada na Operação Lava Jato. A empresa teve um dos sócios presos no âmbito da ação e, para resolver problemas financeiros, vendeu sua parte à Corporación em 2015. Ainda de acordo com a publicação, a operadora aeroportuária reportou às autoridades norte-americanas que não conseguiu identificar o destino de milhares de dólares e, por isso, informou o ocorrido para não ser responsabilizada posteriormente. "Identificamos pagamentos feitos pela Inframérica [concessionária que opera o aeroporto] que podem não ter tido propósito apropriado e que poderiam nos expor a multas e sanções", diz o texto, que ainda ressalta que a empresa pode estar sob investigação. À Folha, a Engevix afirmou desconhecer o comunicado da Corporación America.
