'Homicida' e 'mentirosa', acusa promotor; advogado da família apresenta 3 qualificadores
Por Estela Marques / Luana Ribeiro
Em sua apresentação ao júri na manhã desta quarta-feira (6), o promotor Luciano Assis defendeu a condenação da médica Kátia Vargas, que é acusada de matar os irmãos Emanuel e Emanuele em outubro de 2013 após uma discussão de trânsito, e a classificou de “homicida e mentirosa”. O advogado da família das vítimas, Daniel Keller, destacou que já há uma terceira versão apresentada pela defesa da ré. “Desde que o processo começou, Kátia Vargas altera a versão dela ao longo do tempo. Ela mudou de advogados três vezes, é a terceira banca de advogados que ela constitui”. Ele mencionou o aspecto emocional do caso e apontou que “se existe dor no lado da ré, existe dor indescritível na família das vítimas”. A expectativa do advogado é de que a acusada seja condenada por duplo homicídio triplamente qualificado. Kátia permaneceu cabisbaixa durante o pronunciamento de Assis, que levantou os três pontos-chave a serem esclarecidos no julgamento: se houve discussão, se após a discussão houve perseguição e se a perseguição resultou em morte. O promotor ressalta que a delimitação do crime como “doloso” (com intenção de matar) não deve ser confundida com premeditação. "Dolo é a vontade de produzir o resultado. Dolo é querer o resultado, não o crime necessariamente”. A acusação salienta também a motivação fútil como agravante do caso. “Ela fez isso por uma mera discussão de trânsito. O que torna o motivo fútil”. Os outros dois qualificadores seriam: meio que impossibilitou defesa da vítima e perigo comum.
