Joesley Batista pode perder acordo de delação premiada por não colaborar em CPI
Após ficar em silêncio durante uma reunião conjunta de duas comissões parlamentares de inquérito que apuram assuntos relacionados à empresa JBS, o empresário e dono da companhia, Joesley Batista, poderá ter o acordo de delação premiada revogado. Joesley não respondeu aos questionamentos dos deputados e senadores e permaneceu em silêncio durante toda a reunião, que durou cerca de quatro horas. “Joesley vai continuar colaborando com a Justiça, mas a orientação é a mesma feita ao Wesley [irmão de Joesley, também controlador do grupo J&F], usar o direito constitucional de se manter em silêncio”, declarou o advogado do empresário, Ticiano Figueiredo. O senador Ataídes Oliveira (PSDB), presidente da comissão, decidiu então solicitar à Justiça a revogação da delação premiada do dono da JBS, assim como aconteceu com Wesley Batista. O senador alegou que a Lei das Delações Premiadas (Lei 12.850/13) obriga o delator a abrir mão do silêncio.
