Justiça Federal decide pela prisão de presidente da Assembleia do Rio e outros dois deputados
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Os desembargadores federais do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiram nesta quinta-feira (16), por unanimidade, pela prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB) e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, também peemedebistas. A decisão determina prisão imediata a partir da expedição dos mandados de prisão contra os parlamentares. Na sequência, a Assembleia Legislativa vai analisar a prisão e definir se os deputados devem continuar presos. Picciani, Melo e Albertassi foram alvo, na última terça-feira (14), da operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato que apura pagamentos de propinas a agentes públicos pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). As investigações apontam que os deputados articulariam a aprovação de projetos favoráveis aos empresários, que por sua vez pagavam as vantagens indevidas. Os parlamentares também pressionariam pela aprovação das contas dos governadores, mesmo com ressalvas apresentadas pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Após o aprofundamento das apurações da Lava Jato no Rio, foi verificado que não há um "chefe-mor" da quadrilha responsável pelos desvios de recursos públicos no estado do Rio de Janeiro, e que existem vários outros entes à frente do esquema além do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

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