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Desinformação e medo de perder emprego afastam cidadãos de atos, avaliam líderes

Por Bruno Luiz / Luana Ribeiro

Desinformação e medo de perder emprego afastam cidadãos de atos, avaliam líderes
Fotos: Bruno Luiz / Bahia Notícias

Diante da reclamação de cidadãos que tiveram que descer dos ônibus por causa dos protestos registrados na manhã desta sexta-feira (10) em Salvador, líderes sindicais avaliam que há desinformação dos trabalhadores a respeito da reforma da Previdência. “Existe hoje um investimento da mídia de esconder a verdade do que acontece com a população e tem escondido da população como um todo o que tem acontecido com o Congresso – que nos últimos tempos, os trabalhadores têm sido mais atingidos”, afirma Rosa de Souza, vice-presidente da CTB. A dirigente aponta também o medo de perder o emprego como um fator que afasta os trabalhadores dos protestos. “O desemprego chega a 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, o desespero termina também surgindo naqueles que estão empregados. Os trabalhadores questionam sua chegada ao trabalho, mas, ao mesmo tempo, ele tem essa necessidade de reagir a esse Congresso, porque a reforma trabalhista que vai entrar é retirada de direitos”, cita, acrescentando que ver consequências das mudanças que a maioria da população “ainda não consegue identificar”. “Isso [a reforma] também caracterizou o fim da Justiça do Trabalho, porque era a Justiça a única que funcionava e garantia algumas conquistas para os trabalhadores”.

O presidente da entidade, Pascoal Carneiro, menciona também a reforma da Previdência, que foi encaminhada nesta semana ao Congresso. “Nós estamos esclarecendo também que é necessário que os trabalhadores não permitam que o Congresso golpeie os direitos deles, retirando os direitos da aposentadoria deles. A reforma da previdência, na realidade, é uma mentira. Na verdade, querem privatizar a previdência, deixar só a previdência complementar, o que é um absurdo, o trabalhador não vai poder pagar”.