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O BRASIL E A GUERRILHA

Por (Lucas Esteves)

Em sua coluna diária publicada no jornal A Tarde, Samuel Celestino fala sobre o papel do Brasil na libertação da ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) esta semana. Em uma ação ativa do governo da Colômbia em que outros países tiveram papel ativo, o presidente Lula mostrou-se retraído e perdeu uma boa chance de inserir positivamente o país em um fato relevante da política mundial. Saíram-se bem França, Colômbia e até mesmo a Argentina, na figura da presidente Cristina Kírchner, mas Lula nem sequer foi citado, recusando-se a figurar na vanguarda da situação. “Ora, os interesses do Brasil a partir do que acontece na Colômbia são grandes. Além da questão das fronteiras, o grupo narcoguerrilheiro é responsável por 90% da cocaína que se consome no mundo, e que, aqui, conflagra as grandes capitais, principalmente o tráfico nas favelas do Rio de Janeiro e as quadrilhas que atuam em São Paulo e até em Salvador, que vive, no momento, um período sacudida pela violência.”