Proposta orçamentária definitiva para 2018 representa aumento de 2,98%
A proposta de orçamento definitiva para o ano de 2018, apresentada nesta semana pelo governo federal, representa um aumento de 2,98% em relação à previsão de gastos, elevando para R$ 3,5 trilhões na comparação com 2017. De acordo com levantamento feito pelo portal G1, desse montante, R$ 1,77 trilhão foi reservado para o serviço da dívida e R$ 1,72 trilhão para gastos com pessoal, despesas correntes, investimentos e reserva de contingência. Algumas áreas sofreram cortes, como agricultura familiar, para qual foram indicados R$ 9,72 bilhões em 2017 e R$ 6,28 bilhões para 2018, uma redução de R$ 3,44 bilhões ou de 35,4%. A dotação orçamentária para ações de reforma agrária também teve corte de 28%, o equivalente a R$ 311 milhões. O programa Bolsa Família também sofreu queda, passando de R$ 29,77 bilhões para R$ 28,7 bilhões em 2018, uma diminuição de 3,6% (R$ 1,07 bilhão). Neste sentido, o governo afirma que fez um pente-fino no programa, retirando as famílias que não atendiam as regras estabelecidas. Também foram registrados cortes na Cultura (-15%, o correspondente a R$ 211 milhões a menos); políticas para mulheres (- 52,6%, ou R$ 43 milhões), proteção dos direitos das crianças e adolescentes (- 22,7%, ou R$ 9,5 milhões), direitos de pessoas com deficiência (- 44,2%, ou R$ 13,3 milhões), povos indígenas (- 4,2%, ou R$ 63 milhões). Entre as maiores dotações orçamentárias está o programa de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), que passou de R$ 91,03 bilhões em 2017 para R$ 99,63 bilhões em 2018, considerando a proposta orçamentária (que pode ser ou não executada na íntegra). O Sistema Único de Assistência Pessoal (SUAS) também teve orçamento aumentado, com indicação de R$ 57,18 bilhões no próximo ano, um aumento de R$ 4,88 bilhões. O programa de promoção do trabalho decente também receberá mais recursos em 2018, passando de R$ 57,82 bilhões para R$ 62,91 bilhões em 2018, um aumento de 8,8%.
