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Dilma: Atenção a Odebrecht não era em troca de doações, mas pela importância do grupo

Dilma: Atenção a Odebrecht não era em troca de doações, mas pela importância do grupo
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O interesse do seu governo no grupo Odebrecht em nada tinha a ver com doações de campanhas políticas, mas com a importâncias das empresas para o Brasil. A declaração foi da ex-presidente Dilma Rousseff, em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta sexta-feira (27). A petista é testemunha de defesa do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. O depoimento foi feito por videoconferência, na sede da Justiça Federal em Belo Horizonte, e durou cerca de 30 minutos. "Aliás, eu acredito que o grupo Odebrecht, como qualquer outro grande grupo brasileiro, merecia toda a atenção do governo. Muitas vezes a gente concordava com os rumos propostos pelo grupo. E é público e notório que muitas vezes também nós discordávamos", declarou Dilma, que declarou não ter"o mais pálido conhecimento" desse tipo de atitude do grupo. Bendine assumiu a Petrobras em 2015 e é investigado pela Operação Lava Jato por supostamente ter recebido R$ 3 milhões em propina da Odebrecht. A força-tarefa no Ministério Público Federal diz que o executivo pediu propina para que a empreiteira "não fosse prejudicada em seus interesses na Petrobras". Ele ainda teria tentado atrapalhar a Justiça ao, após descobrir em 2017 que era investigado, simular um serviço de consultoria para a empreiteira. A defesa de Bendine nega os crimes. De acordo com o Uol, Dilma respondeu a todas perguntas feitas, embora tivesse a possibilidade de ficar em silêncio. A etapa de oitiva de testemunhas dos acusados na ação penal em questão há está em sua reta final. As últimas audiências acontecem na próxima semana. No caso dos réus a serem ouvidos, Odebrecht será ouvido em 9 de novembro e Bendine, no dia 22. Em seguida, as defesas fazem pedidos a Moro para acrescentar novos itens ao processo e apresentam suas alegações finais. O juiz deverá proferir sua sentença após apresentação das observações dos defensores. Isso deve acontecer no ano que vem.