Terça, 24 de Outubro de 2017 - 00:00

Ufba pede que PF e PGR investiguem suspeita de fraude em concurso para servidor

por Luana Ribeiro / Bruno Luiz

Ufba pede que PF e PGR investiguem suspeita de fraude em concurso para servidor
Foto: Divulgação

A Universidade Federal da Bahia (Ufba) vai pedir à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República que investiguem suspeita de fraude no concurso público para servidor técnico-administrativo da instituição, marcado para o próximo domingo (29). O suposto esquema fraudulento foi revelado pela Operação Gabarito, deflagrada pela Delegacia de Defraudações e Fiscalizações (DDF) da Polícia Civil da Paraíba, que desvendou uma rede criminosa especializada na venda de gabaritos de provas de concurso pelo país. Um dos certames alvo da atuação da quadrilha foi o do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE), ocorrido no dia 15 de outubro. A DDF conseguiu descobrir provas concretas da atuação dos membros da quadrilha no certame no TJ-PE. Uma delas foram as conversas no WhatsApp entre um dos líderes da organização, sediada na Paraíba, Flávio Luciano Nascimento Borges, e outro membro de Pernambuco, Thiago Nogueira Leão. Em um dos trechos da conversa, é possível ver que os suspeitos combinavam a aplicação de fraude no concurso da Ufba. “A UFBA vou está [SIC] com todos os tipos de provas. Não tem como dá [SIC] errado”, diz um dos suspeitos. Ele ainda pergunta: “Você consegue quantas pessoas pra esse concurso?”. O outro membro responde: “Por ser na Bahia, o povo ficam [SIC] cheio de dedo. Mais [SIC] acho que mais de 15 no mínimo.” O outro, então, ordena que ele recrute mais pessoas. “Esse você pode conseguir uns 40. Aí a gente vê um valor pra você.” E recebe como resposta: “Vou trabalhar para isso”. Em nota enviada ao Bahia Notícias, a Ufba disse estar “convicta de que as especulações são infundadas”. No entanto, além de pedir as investigações, vai pedir à AOCP, empresa responsável pelo concurso, “para que ela não somente tome as medidas necessárias durante a realização das provas como também acompanhe e acione o seu corpo jurídico”.

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