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Tavares garante ter aval do PMDB nacional para tocar diretório, mas ainda não controla sigla

Por Fernando Duarte

Tavares garante ter aval do PMDB nacional para tocar diretório, mas ainda não controla sigla
Foto: Divulgação

O deputado estadual Pedro Tavares foi alçado à condição de presidente interino do PMDB da Bahia com uma difícil missão: reconstituir os pedaços da histórica legenda após a prisão do presidente afastado Geddel Vieira Lima. Segundo Tavares, uma conversa com o presidente nacional da sigla, senador Romero Jucá, garantiu que ele tem total autonomia para conduzir os peemedebistas até que haja uma solução definitiva para o afastamento de Geddel. Apesar desse aval de Jucá, nos bastidores, Tavares é tratado como jovem demais para o posto, junto com as lideranças que ficaram apagadas ao longo do controle do PMDB pelos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima. O parlamentar nega que haja esse preconceito. É dever dele fazer isso. Mas, diante do cenário com tubarões políticos interessados em herdar o naco baiano do partido, não seria surpresa se o deputado estadual fosse destronado antes de ser efetivado no comando do PMDB da Bahia. Em Brasília, não faltariam interessados em se capitalizar politicamente com a legenda que detém a maior bancada da Câmara dos Deputados e, consequentemente, um percentual expressivo do fundo partidário. Apenas nas especulações das últimas semanas, foram citados nomes como Antonio Imbassahy (PSDB), Arthur Maia (PPS) e Benito Gama (PTB). Os três estariam em contato permanente com o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, que deixou o PMDB de portas abertas para novas lideranças. A articulação do prefeito conquistense não é, necessariamente, por altruísmo político. Caso alguma grande figura venha para o partido por intermédio dele, Herzem aumentaria o próprio capital político dentro da sigla. É um pensamento de longo prazo. Ainda assim, o discurso público é de fortalecer o partido e seguir com a reestruturação do PMDB na Bahia, sob a coordenação de Pedro Tavares. O desafio do deputado estadual passa por não deixar ser subjugado pelos pares, incluindo Herzem. Tavares, inclusive, já fala de independência com relação à ligação original dele com os irmãos Vieira Lima. Para ele, depois de dois mandatos na Assembleia Legislativa, já é possível alçar voos sozinhos. Essa deve ser a aposta dos peemedebistas. Não se sabe se de todos. Esse trecho é parte do comentário desta quinta-feira (28) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.