Dez promotores de SP não dão aval a acordo de leniência com a Odebrecht
Dez promotores do Ministério Público de São Paulo responsáveis por investigação de esquemas de corrupção decidiram que não assinarão um acordo com a Odebrecht para receber provas referentes ao pagamento de propina em obras do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Dersa e Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, eles dizem que há irregularidades no acordo de leniência, como a ausência de concordância da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU), conforme previsto na legislação brasileira. Deste modo, as provas não serão entregues pela Odebrecht. Uma das consequências é que autoridades dos governos dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, e da gestão de Gilberto Kassab (PSL) na Prefeitura de São Paulo devem atrasar mais e há risco de prescrição em algumas ações. Os três negam ter recebido suborno da Odebrecht.
