Zé Neto diz que busca e apreensão contra Nilo foi 'brusca': 'Tem que ter ponderação'
Por Bruno Luiz / Rebeca Menezes / Fernando Duarte
O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Zé Neto (PT), adotou uma postura ponderada ao comentar as investigações que tiveram como alvo o ex-presidente da AL-BA, Marcelo Nilo (PSL). A Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar do PSL na manhã desta quarta-feira (13), durante a Operação Opinião (lembre aqui). “Quando a Casa Legislativa passa a manhã inteira praticamente com esse aparato policial aqui dentro, que foi uma coisa muito brusca, isso gera um questionamento. Será que só um poder vai ser fragilizado? Se você olhar a história do país, toda vez que houve golpes, retrocessos nos direitos constitucionais, isso começa na política, mas não fica na política”, ponderou Zé Neto, num tom de solidariedade ao companheiro de AL-BA. “Sempre há uma preocupação quando há uma situação em que uma investigação, principalmente em um momento deste, que tem a dimensão que essa investigação teve hoje, e me parece que para apurar uma situação muito pontual, que diz respeito a um deputado, que nós todos conhecemos e nunca foi envolvido em nenhuma situação ilícita”, avaliou o petista. Zé Neto aproveitou o momento para incorporar o discurso de correligionários de que as investigações realizadas recentemente tiveram grande colaboração do PT quando esteve à frente do Palácio do Planalto. “Quem mais quer que a Justiça esteja forte somos nós”, disse. “Mas quando uma investigação ainda está em um processo primário, mas toma uma dimensão que às vezes ultrapassa esse momento processual, é claro que a gente vai perguntar se é necessário. Até porque quando uma operação tem uma dimensão maior do que a necessária, já vem embutida de pena final. Parece que o sujeito está sendo penalizado antes mesmo de ter sua culpa delimitada”, criticou Zé Neto.
