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Advogado de Nilo acusa MP de 'excessos' e sugere que deputado 'poderia ser intimado'

Por Bruno Luiz / Fernando Duarte

Advogado de Nilo acusa MP de 'excessos' e sugere que deputado 'poderia ser intimado'
Foto: Bruno Luiz / Bahia Notícias

O advogado do deputado estadual Marcelo Nilo (PSL), Sérgio Habib, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal cometeram “excessos” ao deflagrar a Operação Opinião, que teve endereços do parlamentar como alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador (lembre aqui). “Não é a primeira vez que investigações são feitas e que depois resultam em arquivamento. O Ministério Público tem essa praxe, de proceder as investigações, de fazer medidas espetaculares e no final pedir o arquivamento”, criticou Habib, ao sugerir que Nilo é “homem público” e, por essa razão, estaria sujeito a “um comentário ou outro” que o coloque como proprietário da empresa Bahia Pesquisa e Estatística Ltda, conhecida como Babesp. “O deputado é muito ligado ao diretor e sócios da empresa e vinha realizando sempre pesquisas políticas para a campanha do deputado. É possível que daí tenha partido esse tipo de insinuação. São amigos pessoais. O deputado tem afirmado que isso não é verdadeiro, que não há caixa 2, que ele nunca foi dono da empresa. Nunca esteve à frente da empresa”, afirmou o defensor. Segundo Habib, foram apreendidos computadores e aparelhos celulares de Nilo durante as investigações desta segunda após o levantamento do sigilo de uma investigação de cerca de dois anos pelo desembargador Jatahy Fonseca Jr., do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA). A medida, todavia, foi considerada excessiva. “Ele poderia ter sido intimado para comparecer em juízo e levar algum documento que a polícia achasse interessante para investigação”, completou. O advogado frisou que operações policiais como a realizada para investigar eventuais irregularidades do deputado “são feitas de formas espetaculares e com uma dramatização muito grande e muitas vezes os inquéritos são arquivados”. “O próprio Ministério Público volta atrás. Nessa hora a situação de quem foi investigado sofre um desgaste muito grande da sua moral, da sua honra”, reclamou Habib. (Atualizada às 18h35)