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Titular da Secom-BA, Curvello destaca o desafio de 'superar a barreira da falta de credibilidade'

Por Fernando Duarte / Ailma Teixeira

Titular da Secom-BA, Curvello destaca o desafio de 'superar a barreira da falta de credibilidade'
Foto: Tiago Dias / Bahia Notícias

Embora há mais de dois anos o governador Rui Costa (PT) não tenha sido alvo de críticas a nível nacional como quando comparou a chacina do Cabula a uma vitória num jogo de futebol, o secretário de Comunicação do Estado, André Curvello, pouco conta como mérito de sua equipe a tomada de um discurso mais contido. Questionado pelo Bahia Notícias, Curvello minimiza o fato, afirmando que o governador disse aquilo “com a maior boa intenção e terminou sendo mal interpretado”, mas admite que estudou a fundo o perfil do petista para saber como melhor adequar a comunicação oficial da gestão, de acordo com o gestor baiano. “Essa coisa de ‘o profissional de comunicação fez a imagem’ não, um sujeito como o governador, que tem o histórico de trabalho no dia a dia, que eu digo que chega a ser alucinante, ele tem experiência, ele sabe exatamente o que ele está fazendo. Cabe a gente estar ali trocando ideia. Eu digo sempre que a gente é auxiliar de um líder”, afirma ao BN. Diante de toda a sua experiência no setor público – Curvello também coordenou a Secretaria de Comunicação de Salvador na gestão de João Henrique (2005-2012) –, o secretário destaca como um grande desafio da comunicação institucional o estabelecimento de certa confiabilidade entre o eleitor e o governo vigente. Assim, ele defende que o segredo seja deixar um pouco de lado as promessas e projetos, a fim de direcionar a comunicação para o que já foi feito, mostrando assim os benefícios do trabalho exercido pela gestão. “Qualquer coisa que a gente vá comunicar, a gente tem que superar a barreira da falta de credibilidade diante de uma crise política e uma crise de imagem de políticos”, analisa Curvelo. Com a resposta do eleitor imediata, seja através de um comentário no Instagram ou de um compartilhamento no Facebook, o chefe da Secom-BA ressalta a necessidade de se evitar contestações posteriores por uma obra que não foi concluída no prazo anunciado ou um recurso que não liberado quando prometido. “Se ela erra, se ela mente, se ela inventa, aí você está fadado ao insucesso”, conclui. Na oportunidade, Curvello falou ainda sobre um legado dessa gestão, que é a inserção da comunicação no meio digital, e defendeu a figura do governador, que costuma ser elogiado enquanto gestor, mas é constantemente criticado enquanto político. “É o jeito de cada um. Rui é isso aí, não adianta querer maquiar que ele não vai aceitar a maquiagem. A imagem dele é essa, de sinceridade. (...) Eu acho que é o jeito novo que Rui está tentando fazer política. Esse é o Rui, é o Rui sério, é o jeito novo de fazer política, eu acho que está dando certo”, pondera. Mesmo que acredite na vitória do petista na disputa à reeleição, em 2018, Curvello prefere não confirmar interesse em permanecer à frente da Secom num eventual segundo mandato. Dito um homem do mercado, seu plano para quando sair do governo é retomar sua empresa de assessoria de imprensa, a AC Comunicação. Ele só não confirma se o projeto fica para 2018 ou 2022. Clique aqui e confira a entrevista completa.