Trindade critica Neto por não ter apurado situação de Ferraz há 9 meses: 'conivente'
Após a prisão do diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Gustavo Ferraz, na manhã desta sexta-feira (8), o líder da Oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), José Trindade (PSL), apontou que já havia questionado a administração municipal sobre a menção que já havia sido feita a Ferraz em relatório da Polícia Federal (entenda). “Desde janeiro desse ano, baseado em um relatório da Policia Federal que identificava determinado ‘Gustavo’ fazendo operação com Cunha, sendo homem ligado a Geddel Vieira Lima, afirmamos que era obrigação do prefeito apurar o caso. Já tem 9 meses disso, já podiam ter apurado essa questão”, afirmou Trindade. O edil afirma que o prefeito ACM Neto foi ‘conivente’ neste caso. “Começa na vice-prefeitura e os cargos todos. Ele é conivente com tudo que esta ocorrendo, mostra [que Geddel] é uma pessoa de confiança”. Entre os cargos entregues ao PMDB, Trindade cita a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas, comandada por Almir Melo. Sobre a influência de Geddel, ele cita também a superintendência regional da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na Bahia, chefiada por Ricardo Saback, que foi alvo de ação popular apresentada ao Ministério Público do Estado (MP-BA) para deixar o posto (saiba mais). “O ministro continua nomeando gente, tendo secretarias fechadas, porteiras fechadas. Ou é irresponsabilidade do prefeito ou esta mostrando está sendo sócio de Geddel”. O vereador aconselha a Polícia Federal a ficar de olho em um primo de Geddel, Jayme, que "anda de gabinete em gabinete fazendo acordos". O nome de Jayme Vieira Lima Filho já foi citado após o escândalo envolvendo a construção do edifício La Vue, na Barra: ele é sócio de Geddel no restaurante Al Mare e tem um escritório de advocacia que defende a empreiteira Cosbat, responsável pela construção do prédio (saiba mais).
