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Em carta, Fernanda Tourinho diz que tirou ‘leite de pedra’ durante gestão na Funceb

Por Bruno Luiz

Em carta, Fernanda Tourinho diz que tirou ‘leite de pedra’ durante gestão na Funceb
Foto: Divulgação

A ex-diretora-geral da Fundação Cultural da Bahia (Funceb), Fernanda Tourinho, divulgou nesta segunda uma carta aberta em que faz um balanço dos seus dois anos e sete meses à frente da instituição. Ela foi exonerada do cargo na última sexta-feira (1º), sendo substituída por Renata Dias Oliveira (veja aqui). No documento, Fernanda falou sobre os projetos que tocou durante este tempo, mas também fez críticas à realidade orçamentária da fundação. Na carta, ela relatou ter tido “pesadelos diários” ao se “confrontar” com a situação. “Há que se pensar em ações que sejam estruturantes para o desenvolvimento da cadeia produtiva das linguagens, que venham para ficar, e que atinjam a meta dificílima de chegar a artistas e agentes culturais de 27 territórios de identidade, onde se localizam os 417 municípios da imensa Bahia, razão de muita angústia por mim vivida, pesadelos diários que tive, ao me confrontar com a realidade orçamentária da instituição”, afirma Fernanda, em um texto de seis páginas. Em outro momento da carta, ela diz ter tirado “leite de pedra” à frente da Funceb. “Muitos disseram que "tiramos leite de pedra" e tiramos mesmo. Foi difícil chegar a uma possibilidade do fazer ante as dificuldades financeiras vividas”, relata. A ex-diretora-geral conta que a falta de recursos foi empecilho para realização de iniciativas que fortalecessem a cultura no estado. Ao fim, Fernanda diz ter vivido uma experiência “difícil” e não ter tido tempo para concluir seu relatório da gestão. “Reafirmo que a FUNCEB é um bem dos baianos e por ela devemos lutar arduamente. Perdão se me alonguei tanto mas não tive tempo de concluir o relatório de gestão e não quis sair sem prestar contas do trabalho que me foi confiado”, afirma.