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‘Aprender por experiência’ pode melhorar funcionamento de empresas, garante coach

‘Aprender por experiência’ pode melhorar funcionamento de empresas, garante coach
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

“Os seres humanos aprendem fazendo”. É essa máxima que a aprendizagem experiencial utiliza para buscar os melhores resultados para as empresas, a partir de dinâmicas que aliam o conhecimento técnico e a prática do dia-a-dia. De acordo com o peruano Renzo Alfaro Guillen, que atua em toda a América Latina e nos EUA e é especialista em aprendizagem experiencial e coaching ontológico, a diferença do valor agregado que traz essa prática é que é “uma ferramenta que se utiliza para capacitar os seres humanos, independente do lugar em que estão”. “Esta aprendizagem é muito mais entendida, é muito mais construtiva. Se me disser o que eu tenho que fazer, pela natureza humana eu vou fazer o contrário. Mas se a aprendizagem acontece quando eu me dou conta do que tenho que fazer, é experiência”, detalha. Renzo ministra, a partir desta terça-feira (5), a “Certificação internacional de Aprendizagem Experiencial e Coaching de Equipe”, que ocorre em Salvador até o dia 9 de setembro. A aprendizagem experiencial é uma prática que utiliza de discussões e dinâmicas para que o grupo possa construir o conhecimento, se adequando a cada realidade apresentada. Assim, ao invés de reproduzir práticas tradicionais, as equipes podem desenvolver ações específicas para ampliar os resultados e eliminar crenças limitadoras. Em entrevista ao Bahia Notícias, Renzo explicou que a técnica pode ser utilizada em qualquer tipo de empresa ou profissional e em qualquer lugar do mundo, desde que as dinâmicas sejam adequadas à cultura local. “Não há diferença entre as culturas, porque todos somos seres humanos. [...] O que tem que variar é usar experiências que aquele povo reconheça. Então uma atividade que pode funcionar no Peru pode não funcionar no Brasil. Até mesmo no Brasil, uma ação que funcione em Brasília pode não funcionar em Belo Horizonte”, avaliou. Os únicos limites que podem haver, segundo o peruano, são paradigmas que estão nos próprios facilitadores. Por isso são feitas formações com os treinadores para não permitir a criação desses bloqueios. Renzo explica que a aprendizagem “tem que estar vinculada à emoção” e, logo, qualquer ser humanos pode ser tocado pelo processo. Questionado se é possível mensurar os resultados do curso, o coach diz que sim. A medição será feita a partir do plano estratégico da empresa: o facilitador compreende o que a empresa precisa para chegar nesse objetivo e busca entender o que cada funcionário já tem para chegar a esse plano e o que falta. O trabalho ocorre nessa “brecha” e, a partir daí, o empregador consegue notar a diferença no rendimento dos funcionários: "Primeiro ele vai ver o resultado mais rápido ao ver que algo acontece na própria equipe. Os trabalhadores passam a fazer coisas que antes não eram capazes de fazer". O curso acontece no Hotel Intercity Salvador, no Caminho das Árvores, entre os dias 5 e 9 de setembro, das 8h às 18h. As inscrições podem ser feitas de forma individual ou em grupo. O investimento é de R$ 4 mil por pessoa, mas tem descontos em caso de grupos ou pagamento à vista. Associados à Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Ba) têm desconto de 10%. O valor inclui a certificação, o material e coffe break para os dias do curso, que é voltado para instrutores e formadores de equipes, facilitadores corporativos, instrutores de vendas, coaches, professores, consultores, diretores e operadores. Haverá apenas uma turma de 36 pessoas na capital baiana – única do Nordeste a receber o evento. Os interessados devem enviar seus contatos para [email protected] e [email protected], para concluírem a inscrição e receberem informações sobre a forma de pagamento – que pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.