NO SALOON DA SUCESSÃO
Por (Daniel Pinto)
Hoje na sua coluna no jornal “A Tarde”, Samuel Celestino recria um ambiente Western para analisar a sucessão municipal de Salvador. “Por detrás do balcão do saloon, Wagner serve a todos. De um lado, duas mesas com personagens indiferentes (...) Os fregueses se olham enviesados um para o outro, e, lá para as tantas, surge um tiroteio”, imagina. Na novela criada por Celestino, os personagens ganham nome, vida e posições políticas. “João Henrique fica num lado com dois vaqueiros destemidos, Lúcio e Geddel, e, do outro lado, ainda silencioso, a procura de um discurso, Walter Pinheiro dialoga com sua dama, Lídice, que usa bota carrapeta para ficar mais alta e o salão notar sua presença. Imbassahy, no meio, olha para um lado e para outro e parece não querer atirar em ninguém na esperança de sair vivo (...) Do lado de fora da porta, que abre e fecha, um figurante de colete preto, roupa bem ajustada, bota brilhante, movimenta-se com um revolver reluzente no coldre. Ele está fora do tiroteio e não entra no saloon porque o dono não lhe serve. É ACM Neto”.