'Black Mirror' da vida real, serviço japonês oferece encontros virtuais no pós-morte
Um dos episódios de Black Mirror, série da Netflix, contava a história de um casal, em que a mulher viva mantinha a relação com o marido já morto por meio de realidade aumentada. Futurista, a trama tinha como foco o uso de um serviço que permitia a recriação da personagem no pós-morte a partir de comportamentos aprendidos nas redes sociais. Na vida real, o mercado funerário japonês parece seguir essa premissa. A empresa Ryoshin Sekizai desenvolveu um serviço de realidade aumentada para permitir a visualização de fotos e vídeos do morto querido em locais designados. Segundo informações da Folha de S. Paulo, antes de morrer a pessoa deve deixas as mensagens gravadas em locais de sua escolha e, após a morte, o conteúdo poderá ser acessado por meio da tecnologia. Tudo isso por US$ 4,50. Também no Japão, outra empresa vai começar a alugar robôs para celebrar velórios. Já utilizado como mentor de prisioneiros em reabilitação, "Pepper", como é batizado o robô, custa R$ 1.430. De acordo com a publicação, o serviço foi lançado em 2015 e conta com cerca de 10 mil unidades em uso pelo mundo.
