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Presidente aponta que projetos são aprovados na CCJ da Câmara por 'relação entre pares'

Por Guilherme Ferreira

Presidente aponta que projetos são aprovados na CCJ da Câmara por 'relação entre pares'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, vereador Paulo Magalhães Júnior (PV) admite que entre os projetos que passam pelo colegiado, existem aqueles que recebem o aval da maioria de seus integrantes por conta da "relação entre os pares" na Casa. Em entrevista ao Bahia Notícias, o vereador explicou que o trabalho da CCJ não ficou enfraquecido pelos vetos apresentados pela prefeitura a projetos aprovados anteriormente no Legislativo. Mesmo ressaltando que é papel da Comissão "peneirar" os projetos de lei, deixando passar apenas os que respeitam a Constituição e seguem as normas em vigência, Paulo comenta que a articulação entre os vereadores também é importante para a tramitação dos projetos de lei ter prosseguimento. "Existe também uma relação entre os pares. O colega pede: 'Me ajude aí. É um projeto que tenho intenção de aprovar'", exemplificou o vereador. "Faz parte do processo Legislativo", pontuou. O trabalho da CCJ ficou em maior evidência depois do prefeito ACM Neto encaminhar 19 vetos - sendo 10 totais e 9 parciais - apenas este ano. O número representa um recorde desde pelo menos 2005 (veja mais). O presidente da Comissão, no entanto, relativiza a questão e aponta que a quantidade de vetos é reflexo da alta produtividade da Câmara. "Eu posso lhe assegurar que nunca houve uma produção tão alta", comentou Paulo, acrescentando que tanto ele como o restante dos integrantes da CCJ receberam os vetos com "naturalidade". "Algumas delas [leis] não podem ser implementadas pela prefeitura. A Casa reconheceu que os vetos estavam bem fundamentados", disse. Os vetos totais impediram mudanças no funcionamento de estabelecimentos como escolas particulares, cinemas e bancos (veja mais). Alguns dos principais argumentos da prefeitura dizem respeito à competência legislativa da Câmara. A exibição de filmes nos cinemas com o recurso de closed caption, por exemplo, deveria ser regulamentada pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), enquanto o prazo para as escolas particulares divulgarem a lista de materiais escolares já é contemplado em uma lei estadual.