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Florence minimiza exonerações para votar denúncia: 'A responsabilidade é do deputado'

Por Luana Ribeiro / Ailma Teixeira

Florence minimiza exonerações para votar denúncia: 'A responsabilidade é do deputado'
Foto: Luana Ribeiro / Bahia Notícias

As exonerações de Fernando Torres e Josias Gomes para votar a favor do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara dos Deputados não reperticuram de maneira positiva para o governador Rui Costa (PT). A intenção era impedir que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é aliado do prefeito ACM Neto, assumisse o Palácio do Planalto. Mas, de qualquer forma, os votos não foram necessários e os dois deputados baianos votaram pelo prosseguimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).  "A boataria vai existir sempre, mas a responsabilidade do voto é do deputado", ressalta Afonso Florence (PT), em entrevista ao Bahia Notícias. "Fernando Torres é candidato, sabe que em Feira de Santana e na região dele, talvez ele tenha sido o mais enfático defensor da candidatura de Lula porque ele sabe que na região dele, do eleitorado dele, gira em torno de Lula. Josias fez uma declaração dizendo 'eu sou fundador do PT, eu não podia deixar de vir aqui'. Eu acreditei neles, às vezes as especulações fazem parte do jogo da política", acrescenta o petista, que também se posicionou contra Temer na votação. Derrotada, a oposição do governo federal agora foca na segunda denúncia da PGR. Acredita-se que vai demorar para que a denúncia passe por todo o trâmite no legislativo e, quando enfim chegar ao plenário da Câmara, os deputados vão estar mais preocupados com a eleição de 2018. "O que muda é a densidade, a robustez das provas contra Temer. O que está dizendo no noticiário é que a segunda denúncia de Janot [Rodrigo, procurador-geral da República] vem também embasada na delação de Eduardo Cunha e que Eduardo Cunha teria provas, não só em relação a Temer, mas também em relação a parlamentares", avalia Florence. Para o deputado baiano, mesmo que o presidente não deixe o governo, a reforma da Previdência não será aprovada.