XP Investimentos: Dória levaria bolsa acima de 80 mil pontos; dólar ficaria abaixo de R$ 3,00
Além de consultar, no mercado financeiro, qual candidato deve ganhar as eleições de 2018, a XP Investimentos, maior gestora de ativos do país, também simulou os impactos na bolsa e no dólar. Com a vitória de Lula, a maioria dos entrevistados (23%) acreditam que a movimentação alcançaria entre 45 mil e 50 mil pontos. Uma grande parcela (22%) consideram que a bolsa bateria entre 50 mil e 55 mil pontos, enquanto 19% acham que a atividade chegaria a faixa de 40 mil a 45 mil pontos. Do montante, 18% são mais pessimistas, e estimam que a bolsa ficaria abaixo de 40 mil pontos; enquanto 13% apostam em uma oscilação de 55 mil a 60 mil pontos. Apenas 1% preveem mais de 80 mil pontos. Considerando o patamar atual da bolsa, 96% dos investidores indicam o recuo do Ibovespa e 18% ainda apontam uma queda para abaixo de 40 mil pontos, o que representaria cerca de 40% de redução, nível próximo dos 42% de diminuição registrados na crise de 2008. Apenas 4% acreditam em uma alta do índice com a vitória de Lula. No que diz respeito ao dólar, 98% dos entrevistados indicaram que o câmbio brasileiro se desvalorizaria, sendo que 31% imaginam uma elevação a um patamar acima de R$/US$ 4,10. Do total, 47% acham que a moeda se desvalorizaria ao menos 25%. Se o vencedor for Bolsonaro, os resultados são ligeiramente mais otimistas, mas 88% ainda avaliam um recuo do Ibovespa em relação ao índice atual. Mais de 59% acreditam que o Ibovespa recuaria para baixo de 55 mil pontos, o que representa uma queda de 17% no índice. Somente 12% apostam na alta. Para um cenário de dólar, a visão também é negativa: 89% indicaram desvalorização do câmbio; 15% preveem um aumento acima de R$/US$ 4,10; 44% acreditam que a moeda se desvalorizaria ao menos 18%. Com Alckmin, a previsão é positiva: mais de 75% acreditam que o Ibovespa ampliaria para mais de 70 mil pontos e 26% dos investidores veem uma alta de 20% no índice. Apenas 12% acreditam em uma queda caso Alckmin vença. Quanto ao dólar, 46% indicaram uma valorização, com um patamar abaixo de R$/US$ 3,00; 13% indicam uma queda do preço do dólar inferior a marca de R$/US$ 2,80. Para 14%, a desvalorização alcançaria R$/US$ 3,50. Com Marina, os investidores se dividem: 24% estimam o Ibovespa menor que 50 mil pontos, mesmo percentual apontam valorização. Para um cenário de dólar, a visão é pessimista: 75% apostam na desvalorização do câmbio brasileiro; sendo que 30% creem em um aumento do dólar para um nível entre R$US$ 3,30 e R$/US$ 3,50; 45% indicam elevação acima de R$/US$ 3,50. O cenário mais positivo é com João Dória: mais de 58% acreditam que o Ibovespa avançaria para mais de 80 mil pontos, uma alta de 20% no índice e somente 6% acreditam em uma queda. Para 75% dos investidores o câmbio brasileiro se valorizaria para um patamar abaixo de R$/ US$ 3,00. Deles, 35% indicam que iria para menos de R$/US$ 2,80, e 6% uma desvalorização acima de R$/US$ 3,30.
