Denúncia da PGR: Decisão do PSDB contra Temer é represália à atitude de relator na CCJ
Por Fernando Duarte, de Brasília / Ailma Teixeira
Apesar de não ser uma posição unânime, a maioria dos parlamentares do PSDB pretende votar a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB). A decisão, como confirmado ao Bahia Notícias pelo deputado federal João Gualberto (PSDB-BA), foi influenciada após a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde os parlamentares rejeitaram a denúncia. "Aquelas pessoas que votaram ficaram muito revoltadas com a posição do Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Na verdade, ele dividiu mais o partido porque na CCJ foi 5 a 2. Cinco deputado do PSDB a favor da investigação, ele faz parte de dois e aceita ser relator, inocentando Temer. Isso foi muito ruim pra gente", critica Gualberto, que já está na Câmara para votar pelo prosseguimento da denúncia. Com a rejeição do relatório de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) na comissão, os parlamentares tiveram que votar um novo relatório, dessa vez contrário à acusação da PGR. O parecer de autoria de Ackel foi o que seguiu para o plenário, nesta quarta (2). "Poderia hoje liberar a bancada, mas em função disso, a maioria tomou essa decisão", ressalta Gualberto, acrescentando que a diferença interna na sigla deve ser de um ou dois votos. Mas um levantamento feito pela Folha de S. Paulo aponta um placar ainda maior contra Temer no partido tucano, de 30 a 16 votos (veja aqui). De acordo com o parlamentar baiano, esse encaminhamento foi definido em votação interna, nesta manhã, antes do início da sessão no plenário.
