Para forçar presença de deputados na votação, segunda chamada será por Estado; confira rito
Por Fernando Duarte, de Brasília / Ailma Teixeira
Agendada para esta quarta-feira (2), a sessão para votar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB) está prevista para iniciar às 9 horas. Mas, como exigido pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), a votação só será iniciada com a presença de pelo menos 342 deputados federais. De acordo com o rito divulgado pela Secretaria-Geral da Mesa, dois parlamentares contrários e dois favoráveis à denúncia terão cinco minutos cada para discorrer sobre o assunto. Em seguida, o líder do governo e o líder da oposição terão um minuto cada para orientar suas respectivas bancadas. Feito isso, Maia vai convocar os deputados a votar "sim", "não" ou se abster. Além de nominal, o processo de chamada será feito em ordem alfabética e por Estado, alternadamente do Norte para o Sul do país. Diferente do que acontece em outras votações, o processo de segunda chamada será feito imediatamente após a votação estadual e não ao final da votação de todos os Estados. A medida contribui para forçar o comparecimento dos parlamentares na Casa e também inibe deputados da base aliada de votarem pelo prosseguimento da denúncia apenas para não se comprometer com o eleitorado, já que pesquisas indicam que os brasileiros apoiam a investigação (veja aqui). O vice-líder do governo, deputado Beto Mansur (PRB-SP) disse que a base tem 380 deputados, porém, contando eventuais dissidentes, é provável que sejam necessários integrantes da oposição para dar quórum na sessão. Cientes disso, siglas como o PSOL defendem que a oposição obstrua a votação (saiba mais aqui). Caso não haja quórum suficiente, outra sessão será convocada.
