UGT aprova adesão popular à greve geral: 'Locais de trabalho estão paralisados'
Por Luana Ribeiro / Ailma Teixeira
Apesar do impacto na cidade – toda a Avenida ACM e outras vias próximas à região do Iguatemi apresentam grande engarrafamento –, a greve geral que acontece nesta sexta (30) não teve o mesmo contingente de pessoas das manifestações anteriores. No entanto, para a União Geral dos Trabalhadores (UGT), isso não enfraquece o movimento. Pelo contrário, tudo segue como planejado pelas centrais sindicais que organizaram o ato. "Greve é feita em local de trabalho e todos os locais de trabalho estão paralisados”, ressalta Magno Lavigne, presidente da UGT. “Aqui é apenas uma concentração do que vai acontecer pela tarde, às 15h, no Campo Grande. Então, tenha certeza de que hoje as categorias pela manhã se mobilizariam nas suas bases, tanto que está parado o Porto de Candeias, o Polo Petroquímico, os ônibus estão aqui parados, os bancos, enfim, todas as categorias”, defende Lavigne, destacando que a intenção era paralisar as atividades econômicas da Bahia – feito que avalia ter alcançado com sucesso. O sindicalista pontua que as centrais têm cumprido seu papel de reivindicar e, caso necessário, novas manifestações serão convocadas. O objetivo é barrar de vez as reformas propostas pelo governo de Michel Temer (PMDB), além de pedir a saída do presidente peemedebista. “O grande protesto popular terá que ser não reeleger nenhum deputado ligado ao governo Temer. Nós vamos nominar todos os deputados da Bahia, vamos fazer campanha contra”, ressalta Lavigne, acrescentando que, até lá, vão pressionar para que o Congresso tome as devidas providências.
