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Isidório sairá do PDT e negocia presidência do Avante; partido será ‘religioso cristão’

Por Bruno Luiz

Isidório sairá do PDT e negocia presidência do Avante; partido será ‘religioso cristão’
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias

O deputado estadual Pastor Sargento Isidório está arrumando as malas para fazer um êxodo partidário. Ele negocia sua saída do PDT para se aninhar no Avante, antigo PTdoB. E deixará a atual sigla para presidir o partido no estado. De acordo com o parlamentar, a mudança depende apenas de uma análise de questões da legislação eleitoral. “Eu estou ouvindo o TRE para ver se tem algum problema para mim. Pelo que eu notei, não tem problema”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Presidindo a sigla, Isidório pretende conferir ao partido uma “cara religiosa cristã”, aglutinando pessoas que tenham “cara de quem crê em Cristo”. Em tom de brincadeira, afirmou que o partido deveria se chamar “Avante para Jesus”. “Eu quero colocar pastores, católicos. Se vier pai de Santo, bota no partido. Quero acabar com essa intolerância religiosa. Eu penso que, na Bahia, teremos um bando de doidos por Jesus”, declarou. O deputado creditou sua saída do PDT a duas situações. A primeira foi o episódio em que foi ameaçado de expulsão pelo presidente estadual, deputado federal Félix Mendonça Júnior, por querer contrariar um fechamento de questão do partido pelo voto em Angelo Coronel (PSD) nas eleições para presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) – Isidório afirmou que votaria em Marcelo Nilo (PSL), que acabou retirando a candidatura. Para o deputado, esta situação acabou desgastando a relação dele com o alto escalão da agremiação. A outra situação são as bandeiras defendidas pelo PDT, alvo de discordância do “Doido”. “A questão de aborto, que eles apoiam. Eu sou contra o aborto, pra mim é assassinato. Por exemplo, o homem não vai virar mulher, vai ser homem transformado. Eu tenho umas coisas que sempre há atrito. Então, se eu encontro uma legenda pra presidir, ainda mais para refundar, eu acho que justifica sair”, ponderou. Ele também assegurou que o partido ficará na base do governador Rui Costa. “Sou da base do governo, tem nem duas conversas. O governador faz um mandato muito bom, surpreendendo todo mundo. Num momento de crise, parece até que a Bahia não está em crise. É como se ele tivesse fazendo mágica”, declarou.