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Após decisão judicial, licitação de reforma do Instituto do Cacau será retomada em julho

Por Luana Ribeiro

Após decisão judicial, licitação de reforma do Instituto do Cacau será retomada em julho
Licitação ocorre quase 5 anos após incêndio | Foto: Anderson Amaral / G1

Interrompida em fevereiro deste ano por decisão judicial, a concorrência pública para as obras da primeira etapa da reforma do prédio do Instituto do Cacau, no Comércio, será retomada no início de julho. O processo licitatório começará poucos dias antes dos cinco anos do incêndio que atingiu o terceiro andar do prédio – o caso aconteceu no dia 16 de julho de 2012. O aviso de licitação foi publicado pela Secretaria da Administração (Saeb) nesta terça-feira (30) no Diário Oficial do Estado (DOE), um dia depois da liminar que barrava a licitação ser cassada pelo juiz Mário Soares Caymmi Gomes, da 8ª Vara da Fazenda Pública de Salvador. Em fevereiro, quando a concorrência foi lançada, o advogado Bruno Almeida entrou com uma ação popular pela suspensão do trâmite, pela ausência de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). À época, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), pelo qual o edifício é tombado, não se opôs à licitação. Ao jornal Correio, o Iphan informou que era de fato necessária a anuência do órgão para a realização da obra. A Saeb então iniciou o pedido de autorização. Na sentença emitida nesta semana, o juiz suspendeu a liminar Com a liberação judicial, o pregão referente à primeira etapa será realizado no dia 4 de julho. Nesta fase, serão recuperados a estrutura da laje da cobertura e a casa de máquinas do prédio, com investimento previsto de R$ 2 milhões. A previsão é de que a obra seja concluída em 300 dias a partir da publicação da empresa vencedora do certame. Já a segunda etapa, que ainda não tem data prevista para começar, consistirá na requalificação de todo o prédio. O edifício foi projetado pelo arquiteto alemão Alexander Buddeüs e construído entre 1932 e 1936, sendo um dos expoentes da arquitetura moderna na Bahia. O prédio sediava o Instituto do Cacau da Bahia (ICB), órgão de coordenação das políticas econômicas ligadas à cultura do cacau. Atualmente, a construção abriga uma unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), o Núcleo Regional de Educação (NRE), da Secretaria da Educação (SEC); o Restaurante Popular, vinculado à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS); o Museu do Cacau, da Secretaria da Agricultura (Seagri); a Defensoria Pública do Estado, a Cesta do Povo; além de instituições bancárias.