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Agravamento da crise política piora economia e influencia no desemprego, avalia Olívia

Por Júlia Vigné / Bruno Luiz

Agravamento da crise política piora economia e influencia no desemprego, avalia Olívia
Foto: Júlia Vigné/ Bahia Notícias

A secretária de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Olívia Santana, culpou a crise econômica nacional pelos altos índices de desemprego na Bahia. Somente no quatro trimestre do ano passado, o estado teve a maior taxa de desempregados do país, de 36,2%, segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). Olívia, entretanto, destacou que o governo estadual tem conseguido manter investimentos, o que contribui para o não agravamento do cenário. “A Secretaria sente os impactos nos indicadores de desemprego. Precisamos de uma ação, e aí é um conjunto de ações entre várias secretarias. As secretarias têm feito esforços no sentido de desenvolver obras. O governador Rui Costa tem tido muita determinação de continuar os investimentos. São essas obras que mantêm a empregabilidade. Em crise econômica, a área privada é a primeira a demitir. Se a área pública também para, a economia também para”, afirmou nesta quinta-feira (25) em entrevista ao Bahia Notícias, no evento em comemoração ao Dia da Indústria. Na avaliação da secretária, a crise política superdimensiona ainda mais os problemas econômicos vividos pelo Brasil. Ela defendeu que é preciso “resgatar a democracia” no país. “O remédio para resolver a questão do desemprego é a melhoria da crise econômica. Mas a gente vive com uma crise política terrível, que joga lenha na fogueira e acaba agravando a crise econômica. É preciso resgatar a democracia no Brasil, para que os investimentos possam voltar, e a gente garantir emprego decente para as pessoas”, defendeu. Ainda na avaliação de Olívia, o presidente Michel Temer precisa deixar o cargo para restabelecer a ordem democrática, já que não tem “legitimidade” para chefiar o Executivo. “O presidente Michel Temer não tem mais condições de se manter na Presidência. É preciso ter legitimidade. Não teve quando ascendeu ao cargo e não tem agora, que é investigado”, criticou. Ela também defendeu a realização de eleições diretas. “É preciso garantir eleições diretas porque o povo não pode ser espectador. Ele tem que ser agente dessas mudanças. Ninguém pode substituir a vontade de 200 milhões de brasileiros”, declarou.