Takemoto compara Fachin e Moro: ‘Em Curitiba, é prisão para chantagem’
Por Guilherme Ferreira / Bruno Luiz
O ativista Walter Takemoto, líder da Frente Brasil Popular (FBP), afirmou nesta quarta-feira (24) que há diferença nas investigações do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a forma como a Lava Jato é conduzida em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro. Segundo Takemoto, no caso de Temer e Aécio, “as gravações e operações foram autorizações do STF, fora da Lava Jato de Curitiba”. “Em Curitiba, o método de investigação do Moro é a prisão e chantagem para delação. No caso do Temer com Aécio, primeiro coletaram as provas para, depois, tomarem as medidas judiciais cabíveis entre as duas operações”, ponderou, em entrevista ao Bahia Notícias, durante protesto contra o presidente no Campo Grande, nesta tarde. A FBP é uma das organizadoras do protesto – outros atos acontecem pelo Brasil - que faz parte do Dia Nacional de Luta. Ainda segundo Takemoto, acossado por denúncias dos delatores da JBS, o presidente não tem condições de se manter na Presidência da Républica. “As manifestações hoje são pelo escândalo que mostra que o golpista Temer, Aécio Neves e outras figuras do Congresso estão envolvidas em crimes praticados a olhos vivos, gravados e filmados. Portanto, não aceitamos que o governo e o congresso votem medidas que retiram direitos do povo. Exigimos saída imediata, convocação de eleições diretas e suspensão de todas as reformas”, afirmou.
