'Nós queremos resgatar a participação da militância do PT', planeja presidente municipal
Por Luana Ribeiro / Ailma Teixeira
Eleito presidente do PT de Salvador em uma disputa apertada no último dia 30, o ex-vereador Gilmar Santiago já tem definido o seu plano de gestão para atuar à frente do diretório municipal. Há quase 36 anos filiado ao Partido dos Trabalhadores, o político analisa que a conquista do poder nas esferas nacional e estadual acabou por enfraquecer as bases militantes diante da institucionalização adquirida nos processos internos da legenda. Somado a isso, ele aponta que a crise de imagem advinda dos constantes escândalos de corrupção com a Operação Lava Jato inibiu a ação nos pequenos setores - quadro que ele espera reverter. "Nós queremos fazer com que os diretórios zonais funcionem. A cidade de Salvador tem 20 zonas eleitorais, em cada zona, nós constituímos um diretório e vamos transformá-los em instâncias partidárias, que vão discutir a situação local (...) e formular política. Ao mesmo tempo que a gente vai mobilizar militância pra enfrentar a ausência de políticas públicas na periferia da cidade, na saúde, na educação, na infraestrutura urbana. Nós queremos também formular um projeto de desenvolvimento local", explica ao Bahia Notícias. Na avaliação do ex-vereador, é justamente a ausência desse programa próprio para a capital baiana o que impede o partido de vencer eleições municipais, mesmo que a população soteropolitana seja reconhecida como público potencial para a consagração do PT no âmbito nacional, por exemplo. Assim, nos seus dois anos de mandato, Santiago pretende estreitar as relações com os movimentos sociais de Salvador. “Eu aceitei essa tarefa que foi me dada por um conjunto de correntes políticas, que formam um campo chamado 'Muda PT' porque nós entendemos que pra que a gente possa sobreviver e dar a volta por cima, é necessário também promover mudanças no Partido dos Trabalhadores. Então, o meu objetivo é materializar um programa que nós apresentamos durante a eleição. Nós queremos resgatar a participação da militância do PT e essa eleição foi um exemplo disso”, defende. Na entrevista, comentou o processo dos vereadores Moisés Rocha e Suíca, que agora será julgado pelo diretório estadual e criticou a gestão do prefeito ACM Neto (DEM), a que chamou de precária no que tange às ações voltada para a periferia da cidade. Clique aqui e confira a entrevista completa.
