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Ex-gerente da Petrobras usou Lei de Repatriação para lavar dinheiro

Ex-gerente da Petrobras usou Lei de Repatriação para lavar dinheiro
Foto: Reprodução / RPC Curitiba

A Lei de Repatriação foi usada por um dos alvos da 40ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (4). Segundo informações do portal G1, Márcio Almeida, um dos três ex-gerentes presos, guardava R$ 48 milhões em contas nas Bahamas e fez a regularização cambial do dinheiro com a alegação de que os recursos vieram da venda de um imóvel. De acordo com o procurador da República Diogo Castor de Mattos, ele pagou tributos sobre o recurso repatriado, o que “esquentou” os valores, que segundo ele "certamente tem origem em propina proveniente de corrupção na Petrobras". Ao todo, foram presas quatro pessoas: Almeida: Maurício de Oliveira Guedes, ex-gerente da Petrobras; Marivaldo do Rozário Escalfoni, representante das empresas Liderroll e Akyzo; e Paulo Roberto Gomes Fernandes, também representante da Liderroll e Akyzo. Os ex-gerentes da Petrobras são suspeitos de ter recebido mais de R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras que tinham contrato com a petrolífera. Eles estavam lotados na diretoria de Engenharia e atuavam com empreendimentos de gás natural e dutos, como o gasoduto Campinas-Rio, Gastal e Urucu-Manaus, GNL Baía da Guanabara, GNL Píer de Pecém, terminal de Angra dos Reis, terminal aquaviário de Barra do Riacho, entre outros. As investigações apontam que empresas de consultoria faziam contratos falsos com fornecedoras da Petrobras para permitir a  intermediação e repasse das propinas a funcionários da companhia. De acordo com a delegada Renata Rodrigues, da Polícia Federal, somente a Arxo movimentou R$ 100 milhões em propina. O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima considera que houve "ganância excessiva" que teria comprometido o quadro técnico da Petrobras, de "reconhecida qualidade". Além dos dois mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária, cumpridos no Rio de Janeiro, foram cumpridos cinco mandados de condução coercitiva e 14 de 16 mandados de busca e apreensão expedidos.