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Manifestante acusa black blocs de causar conflito na estação de metrô

Por Renata Farias / Ailma Teixeira

Manifestante acusa black blocs de causar conflito na estação de metrô
Foto: Renata Farias / Bahia Notícias

Atuante na manifestação contra as reformas do governo federal, a servidora pública Juci Santana explicou ao Bahia Notícias que a situação se complicou devido à presença de black blocs. Juci conta que parte dos manifestantes da União da Juventude Socialista (UJS) se deslocou até a estação com palavras de ordem e distribuição de panfletos, a fim de negociar o encerramento das atividades com a CCR, empresa que administra o modal. Diferente dos ônibus, que não saíram das garagens, o metrô funciona normalmente nesta sexta (28). "Um funcionário do metrô, identificado como Carlos, da parte da segurança, começou a retirar tudo que fosse possível, pesado, pra ter conflito, só que a ideia era fazer um ato político, receber as pessoas que estavam saindo do metrô, principalmente os trabalhadores que estavam se dirigindo ao Shopping da Bahia pra poder não abrir", detalha Juci. O curto ato contou com a participação da bateria Ritmo da Luta, composta por jovens. Desde mais cedo, os manifestantes tentam barrar a abertura do estabelecimento. A greve geral, que abrange atos também no interior da Bahia e nos demais estados brasileiros, pede a derrubada das reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite no Congresso. A ação no metrô, no entanto, foi interrompida pela chegada de alguns black blocs com uma barra de ferro na mão. "A nossa ideia não é quebrar patrimônio público em nenhum momento, então a gente resolveu sair porque a galera organizada é uma coisa, que todo mundo dialoga, outra coisa é a galera que não tem controle", critica. A segurança paramentada ocupou a passarela e logo apagou o fogo no local (veja aqui). (Atualizado às 10h17)