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Dilma diz em palestra nos EUA que Temer vai se autodestruir com reformas

Dilma diz em palestra nos EUA que Temer vai se autodestruir com reformas
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Durante palestra na Universidade Brown, nos Estados Unidos, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira (10) que o governo presidente Michel Temer (PMDB) vai se “autodestruir” junto à população caso aprove seus projetos de reformas. "Se eles não entregarem [as reformas], perdem o apoio de parte da mídia e do mercado. Se entregarem, se autodestroem perante a população", afirmou a petista. "Vai ter eleição em 2018 e eu não conheço nenhum político que seja suicida", completou. De acordo com a Folha de S. Paulo, a estudantes e professores da faculdade americana, Dilma criticou a PEC do teto de gastos, que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos e afirmou que seu impeachment teve como motivo "estancar a 'sangria'" da Operação Lava Jata - em referência a uma declaração do senador Romero Jucá (PMDB-RR) revelada em gravação— e "implantar o neoliberalismo no Brasil". Dilma também afirmou que "não se pode destruir" as empresas e partidos envolvidos em escândalos de corrupção. "Quem corrompeu e quem foi corrompido que pague, mas os partidos têm de sobreviver", afirmou a ex-presidente, que defendeu uma Constituinte exclusiva para fazer reforma política e criticou a "despolitização" da sociedade. A petista também falou novamente em uma possível candidatura do ex-presidente Lula em 2018 e disse que “não vale tirar no tapetão” um candidato que pode ganhar. Lula é réu em cinco processos e, caso seja condenado, fica impossibilitado de concorrer a eleições. "Em 2018, é hora de construir um pacto social. Quem ganhar a eleição ganhou, você tem que reconhecer. O que não vale é tirar no 'tapetão' um candidato que pode ganhar. Vocês sabem de quem eu estou falando.", declarou. Questionada sobre se faria algo diferente em seu segundo mandato para evitar o impeachment, Dilma afirmou que "a mais óbvia" seria ter evitado uma aliança com o PMDB, partido de Temer, que concorreu em 2014 como vice em sua chapa e não teria adotado isenções de impostos. "Quando nós estávamos tentando impedir que a crise chegasse ao Brasil, fizemos isenções de impostos, e percebemos que eles não investiram, não criaram empregos, só aumentaram a margem de lucro", afirmou.