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Baianos divergem sobre retirada de criminalização do caixa 2 na reforma política

Por Bruno Luiz

Baianos divergem sobre retirada de criminalização do caixa 2 na reforma política
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Membro titular da comissão que analisa a reforma política na Câmara dos Deputados, Elmar Nascimento (DEM-BA) avalia que a decisão do relator Vicente Cândido (PT-SP) de retirar a polêmica criminalização ao caixa dois do texto (veja aqui) foi motivada por “pressão popular”. De acordo com o democrata, caso o dispositivo fosse mantido, práticas de caixa dois cometidas no passado seriam “perdoadas”, já que a lei não pode retroagir para punir. Isto, segundo ele, poderia ser visto com maus olhos pela sociedade. “Ele recuou por conta desse tipo de pressão. Começaram a arguir que a criminalização tinha segundas intenções, que, ao contrário, se ele criminalizasse, ele estaria anistiando”, afirmou Nascimento em entrevista ao Bahia Notícias. Para o deputado, o melhor é que a polêmica seja resolvida pelo Senado. A criminalização, já prevista no pacote de medidas contra a corrupção, está em um texto que tramita na Casa. “É melhor adotar essa sugestão do Ministério Público [das medidas contra corrupção], o que seria insuspeito, do que incluir isso na reforma política”, avaliou. Já para o deputado Benito Gama (PTB-BA) a decisão de Cândido representa apenas a “opinião” do partido dele, o PT, e não a dos demais deputados. “Ele adulterou o texto. Acho que ele colocou a opinião do partido. Não é a minha opinião”, rebateu. Ele ainda minimizou o fato e relembrou que o texto está sujeito a mudanças, quando for votado na comissão. “Esse relatório uma coisa preliminar. Essa é a opinião dele. Isso vai para discussão e votação. Vai ter as emendas, os destaques”, destacou. Apesar de Gama afirmar que a mudança representa apenas a vontade petista, o presidente da comissão, o baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB), foi um dos defensores de não se incluir a criminalização no texto. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também foi um dos mais contrários ao dispositivo. O Bahia Notícias entrou em contato com Lúcio e o deputado Cacá Leão (PP-BA), outro integrante baiano da comissão, mas não obteve êxito.