Declaração de Rui sobre CPI do Centro de Convenções provoca polêmica na AL-BA
Por Bruno Luiz
A declaração do governador Rui Costa de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Centro de Convenções não tem relevância reverberou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Para o líder da oposição, Leur Lomanto Júnior (PMDB), a declaração do petista “não tem sentido”. “Se não tem sentido para o governador Salvador, uma cidade que vive do turismo, hoje não possuir um equipamento adequado não sei o que faz sentido para ele. É um problema grave que estamos enfrentando”, criticou o peemedebista, em entrevista ao Bahia Notícias. O parlamentar voltou a dizer que o desabamento parcial do equipamento em setembro do ano passado, que motivou o pedido de abertura da CPI, foi fruto de “descaso dos governos do PT”. “Eles não tiveram preocupação em momento algum com o Centro. Essa fala do governador só confirma isso que a gente já vem dizendo. Salvador vem tendo um prejuízo muito grande por não possuir esse centro de convenções. É uma questão que já vem se alongando ao longo dos anos”, atacou. Já o líder do governo, Zé Neto (PT), preferiu adotar o discurso de que a gestão não tem culpa pelo que aconteceu ao Centro de Convenções. Ainda de acordo com ele, a oposição poderia ter feito um requerimento de informações, e não pedido de instalação da comissão. “Eles querem investigar as condições do Centro de Convenções, é pra investigar porque foi construído ali. Num dos maiores locais com salitre da cidade. Computador no Centro não dura 4 meses. Escada rolante para de seis em seis meses. Tentamos administrar e está aí o problema. O governador está buscando a solução, vai colocar o novo Centro de Convenções em outro espaço. Acho que, do ponto de vista jurídico, a CPI não tem sentido. Não há nenhum indício de fraude”, criticou o petista, ao afirmar também que os oposicionistas querem “fazer espuma”. Ainda de acordo com Neto, a CPI não deve trazer prejuízos ao governo do estado. “Pro governo, isso não tem maiores impactos. Querem investigar uma contratação totalmente legal. A empresa Metro [contratada para realizar reparos na estrutura do Centro] trabalha muito para a prefeitura de Salvador”, provocou.
