Descendente do Padre Roma, João Roma celebra memória do sacerdote
Por Estela Marques / Ailma Teixeira
Chefe do gabinete do prefeito ACM Neto (DEM), o recifense João Roma é também descendente direto da 7ª geração do Padre Roma, executado no Campo da Pólvora, no dia 29 de março de 1817. O sacerdote, que é conhecido como um dos líderes da Revolução Republicana, é homenageado com uma missa na Igreja de Sant'Anna, no bairro de Nazaré. A celebração acontece na manhã desta quarta-feira (29) e comemora ainda o aniversário de 468 anos da cidade de Salvador. “Eu fico muito feliz de se enaltecer esses valores pelo feito histórico e heroico que ele desempenhou e da importância disso para a história do Brasil", declara João Roma, que há 15 anos vive na capital baiana. O padre pernambucano se mudou para a Bahia para coordenar a revolução no Estado, no momento em que houve a expansão do movimento com a entrada do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A revolução, que completa seus 200 nesta data, lutava pela libertação do Brasil do colonialismo português e, em sequência, pela instauração de uma república liberal-democrática no país. "O que ocorreu há 200 anos foi justamente um grito de república no Brasil, antes mesmo da independência. Naquele momento, a luta era entre os brasileiros que existiam e o governo opressor português, então esses atos de heroísmo devem ser cultuados pela sociedade porque é assim que a gente consegue projetar nosso futuro, conhecendo os nossos valores e homenageando os nossos líderes", defende o chefe de gabinete. Além da missa, o sacerdote será homenageado com uma placa em homenagem aos heróis da revolução, que será fixada no Campo da Pólvora, também nesta quarta (29).
