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Luiza Maia e Marta Rodrigues participam de ato: 'nosso gabinete hoje é de rua'

Por Ailma Teixeira / Luana Ribeiro

Luiza Maia e Marta Rodrigues participam de ato: 'nosso gabinete hoje é de rua'
Fotos: Ailma Teixeira / Bahia Notícias

A deputada estadual Luiza Maia (PT) está presente na manifestação que é realizada na manhã desta quarta-feira (15) na região do Iguatemi. Segundo a parlamentar, ela foi ao protesto para representar a bancada feminina da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). “Em nome das oito deputadas; estamos fazendo um esforço sobre-humano na Câmara e na Assembleia Legislativa para que realmente essa reforma não seja aprovada”, explica. A parlamentar aponta que a reforma prejudica as mulheres, por estabelecer a mesma regra para homens e mulheres, apesar das condições de trabalho entre os dois grupos não ser a mesma. “Estamos unificadas para fazer esse debate, principalmente porque nós estamos no mês de março, e o tema do mês de março é o mês da mulher, a reforma da Previdência impacta na vida das mulheres, porque nós trabalhamos mais do que os homens, ganhamos menos do que os homens, tem mulheres que tem dupla jornada. Não é justo o que esse governo golpista e machista vai fazer com as mulheres”.

Por conta da idade mínima de 65 anos, a mesma para ambos os sexos, a deputada comparou a reforma da Previdência com a Lei dos Sexagenários, de 1885, que alforriava apenas escravos que tivesse mais de 65 anos. Também petista, a vereadora Marta Rodrigues é outra representante do Legislativo no ato. “Nosso gabinete hoje é de rua. Eu fui forjada nessa luta. Nós estamos entrando no país em um momento de desmonte, de retirada de direitos duramente conquistados. Com a reforma trabalhista mesmo, nós vamos sofrer um retrocesso de mais de cem anos. É desmontar tudo desde a época de Getúlio”, avalia, em menção à reforma trabalhista. Marta também cita a reforma da Previdência. “É pior ainda para todos os trabalhadores, em especial para nós mulheres”, diz, destacando a necessidade de “engrossar o movimento”. “Não vai acontecer, porque nós vamos ocupar aqui, se necessário for vamos todos a Brasília”, sinaliza.