Com dívida de R$ 7 bilhões, construtora PDG entra com pedido de recuperação judicial
A construtora PDG entrou com pedido de recuperação judicial na comarca de São Paulo, depois de acumular dívida de R$ 7 bilhões. O processo de reestruturação iniciado em agosto de 2015 para reforçar o fluxo de caixa e otimizar a estrutura de capital do grupo parece não ter funcionado. Em comunicado enviado nesta quarta-feira (22), a empresa detalhou que um ano depois foi fechado acordo com Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa e Banco do Brasil para prorrogar pagamentos de juros e amortização da dívida, na época em R$ 1,5 bilhão. No acordo ainda era prevista a concessão de um novo financiamento para cobrir despesas gerais e administrativas da PDG, sem o qual era impossível a companhia seguir com o negócio. A construtora tentou renegociar créditos com o Banco Votorantim, mas os problemas seguiram, segundo a Exame, "pela má administração de recursos" e "pela piora da situação do mercado imobiliário". Em novembro do ano passado a PDG deu a última cartada, que foi contratar um novo assessor financeiro - a RK Partners - para começar uma nova rodada de negociação. Na mesma data o comando da empresa foi substituído de Márcio Trigueiro para Vladimir Kundert Ranevsky, ex-OSX, especialista em negócios complicados. A mudança não deu certo. A PDG já foi considerada uma das maiores construtoras do país, com carteira bilionária de terrenos, imóveis e operações espalhadas por todo o país.
