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Aécio diz que Temer 'não assumiu para ser popular' e Lula 'não é competitivo'

Aécio diz que Temer 'não assumiu para ser popular' e Lula 'não é competitivo'
Foto: Lula Marques/ Agência PT
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) minimizou os resultados de uma pesquisa CNT/MA, divulgada na quarta (15), que apontou os menores índices de popularidade do presidente Michel Temer desde que tomou posse e o crescimento nas intenções de voto do ex-presidente Lula em uma possível candidatura nas eleições de 2018 (veja aqui
). O levantamento mostrou que o petista lidera em todos os cenários, em 1º e 2º turnos. Na avaliação do tucano, Temer “não assumiu para ser popular”. “O mais desimportante hoje no Brasil são as pesquisas de avaliação de popularidade do presidente. O presidente Temer assumiu não para ser popular, mas para fazer as reformas necessárias a que um governo de transição retire os brasileiros do cadafalso no qual os últimos governos do PT nos colocou. Nossa determinação tem que ser imensa. Votar as reformas, que muitas vezes tirarão pontos nas pesquisas de opinião, mas acrescentarão pontos nos índices de empregos dos brasileiros no futuro”, afirmou em entrevista ao portal Poder 360. Ao falar sobre Lula, que apresentou aumento de quase 6% nas intenções de voto em relação à última pesquisa, de outubro, Aécio utilizou tom de desdém. Disse que o ex-presidente “não é competitivo”. “Olha, é esperado [o resultado]. Lula é uma personalidade nacional, que nós devemos reconhecer, tem enorme peso. Não acho competitivo numa eleição presidencial, mas é natural que ele aparece hoje em primeiro lugar. Falar em eleição num processo de transformação como o Brasil passa não é relevante”, minimizou. Ainda sobre a pesquisa, que apresentou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em segundo lugar nas intenções de voto, à frente do próprio Aécio, tucano creditou o bom desempenho do parlamentar ao descontentamento do brasileiro com a política. “[O índice de Bolsonaro] É fruto de uma insatisfação enorme e crescente com a atividade política e, obviamente, agravamento da crise de segurança. Há uma relação. O agravamento da crise de segurança não é só privilégios das grandes cidades, chega a médias e pequenas cidades. O discurso de Bolsonaro, de alguma forma, atende a essas expectativas desse setor da sociedade”, disse, ao reiterar que não acredita na vitória de Bolsonaro ou Lula em 2018. Para o tucano, a Justiça não deve guiar suas ações contra o ex-presidente pela sua “curva de popularidade”. “O Poder Judiciário não se posicionará por curva de popularidade de quem quer que seja, e sim de provas dos autos. Pessoalmente, não desejo mal ao presidente Lula. Apenas, como bom brasileiro, desejo que a Justiça seja cumprida”, declarou. Presidente nacional do PSDB, Aécio ainda reiterou o apoio do partido ao governo Temer. “Se o governo Temer não for tão exitoso, eu espero que isso, se tiver que ocorrer, ocorra apesar do apoio do PSDB do que pela ausência do apoio do PSDB”, ponderou.