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Manifestantes protestam contra salários atrasados e criticam projeto do Reda

Por Guilherme Ferreira / Bruno Luiz

Manifestantes protestam contra salários atrasados e criticam projeto do Reda
Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias
A sessão desta quarta-feira (15) da Câmara de Salvador, que vai votar o projeto de lei que regulamenta a contratação de profissionais em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), começou tensa. Do lado de fora da Casa manifestantes da empresa terceirizada Braspe, prestadora de serviços da prefeitura, protestam contra o atraso de salários. Segundo Everaldo Russo, diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores de Limpeza Urbana e em Empresas de Asseio e Conservação do Município de Salvador (Sintral), parte dos contratados não receberam os vencimentos de fevereiro. “Até o quinto dia útil, a empresa pagou a uma parte e outra não. Cobramos da Braspe e ela disse que a fatura que recebeu foi referente a 2015, pois a prefeitura disse que está pagando, mas não está registrando a fatura. Não é justo que ela receba fatura de R$ 100 mil e pague R$ 150 mil. Então, pagou a fatura que pegou, pagou 70% dos trabalhadores e tem 30% sem dinheiro”, reclamou em entrevista ao Bahia Notícias. Ainda de acordo com Russo, ofícios foram encaminhados ao gabinete do prefeito ACM Neto e às Secretarias Municipais de Educação (Smed), Gestão (Semge) e Fazenda (Sefaz), mas, até o momento, não houve resposta. O dirigente da Sintral ainda classificou como “vagabundo” o projeto do Reda e acusou ACM Neto de querer demitir mais de 6 mil pessoas. Dentro da Câmara, os ânimos também estão exaltados. Manifestantes protestam contra a contratação por Reda. Um deles carrega um cartaz com os dizeres “75% de votos e 6 mil demitidos. Vergonha”, em alusão ao percentual que reelegeu ACM Neto. O presidente da Casa, Leo Prates (DEM), ameaçou expulsar o homem do plenário.


Foto: Guilherme Ferreira / Bahia Notícias