Esquema liderado por Cabral custeou R$ 287,5 mil em viagens para Dubai e Londres
Dinheiro inclui estadia no Atlantis The Palm, em Dubai | Foto: Divulgação
A investigação em torno do esquema de corrupção coordenado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), aponta que ele e seus familiares usaram dinheiro ilícito para pagar despesas de duas viagens, uma a Londres e outra a Dubai, totalizando R$ 287,5 mil em gastos. Segundo informações do jornal O Globo, este foi um dos 184 vezes que o peemedebista praticou o crime de lavagem de dinheiro, pelas quais se tornou réu pela quarta vez na terça-feira (14) (entenda)
. Os dados foram apresentados ao Ministério Público Federal por uma testemunha que prestou serviços a Cabral entre 2004 e 2015, como fretamento de voos e emissão de passagens. Em uma primeira viagem, no fim de agosto de 2014, ele e a esposa, Adriana Ancelmo, compraram bilhetes para Londres por R$ 31 mil. Em outubro do mesmo ano, houve uma nova viagem de Adriana, desta vez apenas como os filhos, para Dubai. Eles gastaram ao menos R$ 162 mil somente com o hotel cinco estrelas Atlantis The Palm, pela estadia de dez dias. O estabelecimento fica na ilha artificial The Palm e tem suítes subaquáticas, um parque aquático de 17 hectares, além 23 restaurantes, bares e lounges. A ex-primeira-dama também virou ré (pela terceira vez), denunciada por sete crimes de lavagem de dinheiro. Ela está presa no Complexo de Gericinó, em Bangu, onde Cabral está preso. A denúncia por lavagem de dinheiro inclui outras pessoas: Carlos Miranda (147 crimes), Carlos Bezerra (97 crimes), Sérgio Castro de Oliveira (6 crimes), Ary Ferreira da Costa Filho (2 crimes), Thiago de Aragão Gonçalves (7 crimes) e Francisco de Assis Neto (29 crimes) — apontados como operadores — e o doleiro Álvaro José Galliez Novis (32 crimes). Já Sérgio de Oliveira, Thiago de Aragão, Francisco de Assis e Álvaro Novis também foram denunciados por integrarem a organização criminosa liderada pelo ex-governador. Todos os citados estão presos.
