Observatório identificará casos de racismo, violência contra mulheres e LGBTs no Carnaval
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O Observatório da Discriminação Racial, LGBT e Violência contra a Mulher vai buscar inibir práticas de desrespeito aos direitos humanos durante o Carnaval. Na folia do ano anterior, os casos mais recorrentes de violência identificados e registrados pelas equipes volantes do Observatório foram referentes à violência contra a mulher. O Observatório é promovido pela Secretaria de Reparação (Semur). Este ano, além da central de observação, que fica instalada no Campo Grande, o Observatório contará com cinco mirantes localizados na Casa de Itália, Praças da Piedade e Castro Alves (Circuito Osmar), Barra Center e Largo do Camarão (Circuito Dodô). Essas estruturas permitem ampliar o campo de visão e dar suporte aos profissionais que irão registrar situações de cunho racista ou violência contra a mulher e LGBTs, além de orientar as vítimas. Ao todo, trabalharão este ano cerca de 120 profissionais. Este total será dividido em três equipes compostas por 40 observadores cada, que vão atuar na análise dos três temas tratados pelo Observatório. Todo o esforço tem como objetivo transformar os dados em indicadores para a criação de políticas públicas, através da articulação intersetorial entre órgãos, entidades governamentais e sociedade civil. Caso o folião presencie algum tipo de desrespeito pode efetuar denuncia através do WhatsApp do Observatório (71 98622-5494), ou através do site (acesse aqui
). Nesta edição, um grupo especializado observará as atividades da comunidade LGBT nos circuitos para o Programa de Revitalização das Ações Artísticas e Culturais LGBTs no Carnaval de 2018 a 2020. Outra equipe trabalhará na observação dos desfiles dos afoxés para o Programa de Revitalização dos Afoxés no Carnaval, também para 2018 a 2020.
