‘Não me sinto traído, me sinto surpreendido’, diz Nilo ao deixar AL-BA antes de sessão
Por Luana Ribeiro / Fernando Duarte
Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias
Sem paletó ou gravata, ou melhor, “livre, leve e solto”, em uma autodefinição, o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), deixou o prédio antes do início da sessão de abertura dos trabalhos da Casa em 2017 nesta quinta-feira (2). “Em 10 anos foi o dia que acordei mais feliz na minha vida”, brincou. Com tranquilidade – e negando “mágoas” -, Nilo garantiu que não se sentiu “traído”. “Mesmo com 27 anos de Assembleia, mesmo com a experiência que jamais imaginei ter na vida pública, eu ainda continuo sendo surpreendido. Não me sinto traído, me sinto surpreendido”, revelou o ex-presidente, após 10 anos no comando da AL-BA. “Alguns quando perguntei se teriam coragem de me deixar, eles não tiveram condições de me olhar nos olhos. Os 36 que votaram no deputado Alex Lima eram os meus votos. É que agora a gente fala pelo ‘Zap’, para que não tenha gravação”, explicou. Nilo prometeu descansar por dois dias, “na fazenda”. “Eu ainda tenho dois anos de mandato e 150 mil votos que me deixar”, completou. O ex-dirigente da Assembleia ainda evitou falar sobre os agradecimentos do novo presidente, Ângelo Coronel (PSD), que fez menções ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), adversário político do governador Rui Costa (PT). “Aí é problema do presidente, do prefeito. Eu posso falar sobre mim. Estou muito feliz. Tirei das minhas costas uma responsabilidade muito grande”, tangenciou.
