Operadores do mercado financeiro são responsáveis por delatar Eike Batista
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Desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, a Operação Eficiência foi deflagrada com base nas delações premiadas de dois operadores do mercado financeiro, Renato Hasson Chebar e seu irmão Marcelo Hasson Chebar. Os operadores tomaram a iniciativa de ir até a Procuradoria da República, logo após a deflagração da Operação Calicute, que culminou na prisão do ex-governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), em 17 de novembro do ano passado. A Operação Eficiência, que foi deflagrada nesta quinta (26), mira também o empresário Eike Batista, que teve seu mandado de prisão preventiva expedido, mas foi considerado foragido. Em viagem fora do país, o empresário foi colocado na "difusão vermelha" da Interpol – alerta emitido pelas autoridades judiciais de um país integrante da organização para que a pessoa procurada seja extraditada do local onde esteja. (leia mais aqui e aqui
). As delações dos operadores foram homologadas pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. "Relataram os dois colaboradores que, por determinação do acusado Sérgio Cabral, remeteram valores para o exterior e lá mantêm, em seus nomes, até o presente, vultosas quantias em dinheiro e outros ativos financeiros", esclareceu o magistrado, acrescentando que os valores são "astronômicos". De acordo com a delação dos irmãos, a quantia ultrapassa os US$ 100 milhões, cerca de R$ 340 milhões. "Registro, para que se possa avaliar a credibilidade deste elemento de prova, que não se trata de simples 'declarações vazias'. Com efeito, este juízo já tem sob sua custódia várias dezenas de milhões de reais, depositados em conta judicial, que foram repatriados por força das já mencionadas colaborações premiadas judicialmente homologadas", completou o juiz.
