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Indicação de Torres à Sedur partiu de bancadas de deputados, garante PSD

Por Luana Ribeiro

Indicação de Torres à Sedur partiu de bancadas de deputados, garante PSD
Foto: Mateus Pereira / GOVBA
O senador Otto Alencar (PSD) detalhou nesta terça-feira (24), em entrevista ao Bahia Notícias, o processo de indicação do deputado federal Fernando Torres (PSD) para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), em substituição a Carlos Martins (PT). De acordo com o congressista, já havia a perspectiva de ampliação do espaço do partido desde o início da gestão de Rui Costa, e ficou acordado que a medida seria tomada quando ocorresse uma reforma administrativa. “Desde que formou a equipe do governador Rui Costa, nós não pedimos praticamente nada. O secretário Marcus [Cavalcanti, titular da Secretaria de Infraestrutura] continuou e aí vieram os cargos da administração descentralizada: Adab, Prodeb e Desenbahia. E o governador dizia que, pela força do partido, não fomos contemplados. Eu disse a ele que esperasse o momento da reforma. Não era para ele tirar uma pessoa pontual e botar outra. ‘Quando for fazer a reforma, veja o que pode ser feito’”. Nesse intervalo, o partido ganhou mais força, passando de 70 para 83 prefeituras nas últimas eleições municipais. Otto garante, no entanto, que “em nenhum momento” a legenda pressionou Rui. “Poderia muito bem chegar e dizer: ‘olhe, estou aí no impeachment, se você não...’. Eu não faço isso. Não vou fazer 'é dando que se recebe' porque é uma vergonha. Quando foi agora, antes das eleições, ele falou: ‘tem que ver isso aí e tal’”, conta. Os rumores de que Torres assumiriam a pasta começaram já em dezembro do ano passado. Ainda de acordo com o social-democrata, ele foi chamado há 15 dias para definir a indicação. “Ele pediu para reunir o partido para encontrar um nome para uma secretaria. Perguntei qual, ele disse que era a Sedur, aí nós nos reunimos e o deputado Fernando Torres foi indicado pelo conjunto dos deputados federais e estaduais. Por todos, não foi uma escolha minha, pessoal. Eu levei o nome a ele, ele conversou duas ou três vezes, almoçaram ontem”, relata.