Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Geral

Notícia

Gerônimo diz que rádios e TVs baianas têm ‘mulatez burra’ e não tocam axé

Por Júnio Moreira / Rebeca Menezes

Gerônimo diz que rádios e TVs baianas têm ‘mulatez burra’ e não tocam axé
Foto: Júnior Moreira / Bahia Notícias
Autor de um dos grandes hinos baianos, “É d’Oxum”, o cantor Gerônimo defendeu nesta quarta-feira (11) que apenas a persistência dos artistas do estado e o apoio da mídia podem evitar que a Axé Music “morra”. Presente no no cinema Glauber Rocha para o lançamento do documentário “Axé – Canto do povo de um lugar”, dirigido por Chico Kertész,
o artista sugeriu que não se deveria falar sobre os 30 anos do estilo musical. “Eu penso que quando se comenta 30 anos é muito perigoso, porque parece que acabou. Mas não é isso que o filme vai apresentar. O filme conta a história do nascimento, da vida e, talvez, da morte da Axé Music. Mas para que isso não aconteça, é necessário a unificação. A força que fez essa música ser sucesso começa a partir das rádios e TVs locais, porque foram elas que jogaram para o mundo o movimento da Axé Music”, avaliou. Gerônimo defendeu que o fato de organizações midiáticas não defenderem o axé nas suas programações representa um retrocesso histórico. “Você vê que os todos os artistas famosos da Bahia passam o ano todo tocando axé no Brasil e no mundo. Mas não se toca o ano todo o axé na Bahia. Porque existe talvez uma ‘mulatez burra’ de empresários de televisão e de rádio que acha que agora o sucesso é o que vem do Sul”, lamentou o compositor, “A Bahia, antes da década de 80, eram uma província. Como todas as músicas que vinham do eixo Rio-São Paulo faziam sucesso aqui e no Nordeste. Nos anos 80 isso mudou: era a Bahia que mandava a música para o Brasil e o mundo. Os veículos tem que 'tomar tento' agora e dizer: sou independente ou vou retroceder? Só depende deles, porque a gente continua fazendo”, completou.