
‘Salvador sempre foi um caldeirão pop’, diz Jonga Cunha sobre novos ritmos no Carnaval
Por Ailma Teixeira
Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias
Depois de abrir as comemorações oficiais de fim de ano no Réveillon Salvador 2017, o Alavontê – atualmente composto por Magary Lord, Jonga Cunha, Ramon Cruz e Ricardo Chaves – falou sobre a alegria de integrar a grade de programação do evento, que conta ainda com nomes, como Anitta, Ivete Sangalo e Wesley Safadão. "É uma 'responsa' grande! O réveillon está se consolidando como a segunda festa mais importante da cidade e, pra gente, participar dessas duas festas em momentos especiais é uma honra", afirma Chaves, em entrevista coletiva. À frente do Alavontê desde a fundação do grupo, o músico adiantou que na maior parte do Carnaval, cada um segue suas agendas. "A gente tem algumas dificuldades ‘calendárias’ por contas das agendas paralelas. No Carnaval, eu viajo, toco fora, mas nós vamos estar mais uma vez no Furdunço, evento que somos fundadores", conta. O Alavontê participa do evento pré-Carnaval desde a primeira edição e já está confirmado na programação de 2017. Em Salvador, eles também apresentam a festa "Carnaval de Mortalha", que no próximo ano será no Camarote Harém, na terça-feira anterior ao início da folia na cidade.

Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias
Com o som completamente voltado para o axé music, Jonga Cunha tenta ser imparcial sobre o crescimento de novos ritmos na tradicional festa soteropolitana. Para o músico, o Carnaval da capital baiana sempre diferiu da festa de rua em outros capitais, que tem como repertório canções de 1950 e 1960. "Salvador sempre foi um caldeirão pop que toca música atual, as novidades. Eu não quero entrar no julgamento de que não deveria entrar música de fora. Eu não gosto da censura, da xenofobia e acho que o mercado vai pra lá, vai pra cá, o Carnaval responde", simplifica o percussionista.
